O fim não existe. Parafraseando Lavoisier, devo afirmar que - na existência - tudo se transforma. O que reconhecemos como o ponto final de
algo pode ser visto como a marcação de uma etapa, o fechamento de um ciclo, o
encerramento de um capítulo. “Finais” são marcos de momentos de aprendizado,
demarcando territórios na memória e no coração. Importante é lembrar que “tudo
se transforma”, e que uma etapa diferente começa logo a seguir, pois tudo
mudou. Ainda que os lugares e as pessoas sejam os mesmos, você não o é mais.
Ficaram as dores ou as alegrias? Ambas. Quais marcam mais?
Você decide. Certo é que essas experiências moldaram o seu caráter e
modificaram a sua visão de mundo. Como eu já disse antes: o mundo é ou está, ao
sabor das minhas percepções. Algumas perdas ferem a alma, e não nego a sua
força, mas o seu efeito vai até onde permito. Nunca perdi uma batalha. Deixei
de ganhar algumas: aquelas que mais me prepararam para a vitória seguinte.
Honre suas cicatrizes: elas são você e seus recomeços.
(Imagem: www.pixabay.com)

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