Na batalha de Isso (Ásia Menor, no que seria o dia 05/11/333 a.C.), Alexandre - até então apenas Alexandre, o rei da Macedônia - derrotou Dario III, rei da Pérsia, que contava com um exército duas a três vezes maior (conforme a fonte histórica). Narra-se que Alexandre tinha uma estratégia superior, mas a principal razão de sua vitória teria sido a rapidez em analisar o instante da batalha e alterar as ações, aproveitando falhas momentâneas do inimigo. Sua astúcia e aguçada percepção, combinadas com um exército ágil e bem treinado, fizeram com que Dario III, diretamente atacado por Alexandre, abandonasse o campo, fugindo, e deixando para trás suas tropas e a própria família (mãe, esposa e filhos). Na batalha de Gaugamelos (Mesopotâmia, no que seria o dia 01/10/331 a.C.), Alexandre derrotou pela terceira e derradeira vez Dario III, que novamente se viu forçado a fugir e abandonar o campo de batalha. Uma vez mais, Alexandre mudou estratégias predeterminadas, surpreendendo e confundindo o inimigo (superior em números). A rapidez de resposta de Alexandre e seu conhecimento das táticas persas já eram contadas e cantadas por toda a Ásia. Dario, do alto de seu trono, não fez uma pergunta: o que aprendi com (ou em) Isso? Em quantas ocasiões, revezes ou perdas, deixamos nós mesmos de fazer essa pergunta? Não sofro derrotas, apenas ensaio vitórias, se e quando aprendo sempre. Você pode não ter um império a perder, mas pode ter um a criar.
Foto: Alexandre Magno e seu cavalo Bucéfalo, na Batalha de Isso. Mosaico encontrado em Pompeia, hoje no Museu Arqueológico Nacional, em Nápoles.

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